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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

SANTO AMARO - FOGOS, APLAUSOS E CEMITÉRIO LOTADO NO ADEUS A EDUARDO CAMPOS

Depois de quase vinte horas e um domingo inteiro de homenagens e emoção, o corpo do ex-governador de Pernambuco e candidato a presidente da República, Eduardo Campos, foi enterrado no Cemitério de Santo Amaro, área central do Recife. O local foi, literalmente, tomado pela população, que acompanhou o cortejo desde o Palácio do Campo das Princesas até o cemitério. O caixão desceu às 18h38 sob uma chuva de rosas brancas e queima de fogos de artifício que durou cerca de 15 minutos.
O caixão do ex-governador saiu em cortejo do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco, e foi conduzido por cerca de 2 quilômetros, acompanhado de uma multidão, até o local do túmulo, ao lado do avô Miguel Arraes e de um tio. Com chapéus de palha na cabeça, os filhos João e Pedro ajudaram a carregar o caixão do pai. José, o quarto filho, usava um chapéu de vaqueiro.
A Polícia Militar estima que mais de 100 mil pessoas tenham comparecido ao velório, desde as primeiras horas do domingo, e ao enterro.
O último adeus a Campos teve honras militares, beijo no caixão dos quatro filhos mais velhos - o caçula, Miguel, não estava presente -, além da viúva Renata Campos. Serenos durante todo velório, os familiares não seguraram a emoção no sepultamento. Depois da queima de fogos, o filho João gritou: "Viva, Eduardo!" Seguido por um "Viva" de todos os presentes. A mãe de Eduardo, a ministra do Tribunal de Contas da União, Ana Arraes, estava desolada. 
A entrada do caixão no cemitério teve um certo tumulto. Como muita gente entrou, inclusive forçando para que os portões fossem abertos, a passagem do carro que levou o ataúde até o local do sepultamento aconteceu com seguranças abrindo passagem entre o povo. Povo esse que gritou várias palavras de ordem: "Eduardo, guerreiro do povo brasileiro!", "Fora, Dilma!" e "Justiça!" foram entoados mais de uma vez.
O ex-candidato à Presidência pelo PSB faleceu na manhã da última quarta-feira (13) em acidente aéreo na cidade de Santos, litoral de São Paulo. Os jornalistas Carlos Percol, Alexandre Severo, Marcelo Lyra, o assessor político Pedro Vadalares e os pilotos Marcos Martins e Geraldo Magela também morreram na tragédia e foram enterrados hoje.
Depois de quatro dias, Eduardo Campos foi enterrado no mesmo túmulo do avô, Miguel Arraes. O túmulo que visitou há apenas quatro meses, durante homenagem aos símbolos da luta pela democracia no Brasil.

Do NE10

RECIFE - CORPO DE CINEGRAFISTA MARCELO LYRA É ENTERRADO SOB APLAUSOS

Sob aplausos, o corpo do cinegrafista Marcelo Lyra foi sepultado no fim da tarde deste domingo (17) no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Lyra foi uma das sete vítimas do acidente aéreo que matou também o ex-governador de Pernambuco e candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) e deixou uma filha, Duda, e um menino de poucos meses de vida. A menina assina um cartaz colocado em um dos skates levados para homenageá-lo, "Valeu, papai".
Os restos mortais do cinegrafista chegaram ao Recife na noite desse sábado (16) e, ao contrário dos outros três pernambucanos, velados no Palácio do Campo das Princesas, no Centro da capital, seguiu direto para o cemitério. Na capela, a família e amigos se reuniram em homenagens e orações neste domingo (17).
Eram 17h23 quando o caixão começou a ser transportado para o túmulo, trajeto feito com os amigos aplaudindo Marcelo Lyra. A esposa dele, a atriz Paulina Albuquerque, esteve serena durante o velório do marido, usando um boné e carregando skates em referência a ele. Porém, no momento em que o sepultamento era feito, não conteve as lágrimas, escondendo o rosto no boné. Como se quisesse eternizar o marido, se ajoelhou próximo ao túmulo e pediu um celular para tirar uma foto do caixão.

Jornalistas e companheiros de profissão de Lyra, além de artistas como o cantor Silvério Pessoa e a atriz Hermila Guedes estiveram na cerimônia de sepultamento.
Familiares do cinegrafista assistiram ao enterro de mãos dadas, tentando transmitir forças uns para os outros. O choro silencioso dos amigos terminou com um grito do fotógrafo Helder Tavares, que também atua na campanha socialista em Pernambuco. "Obrigado, Lyra!". Mais aplausos foram dados para ele.
Então, a cerimônia acabou. Amigos e parentes se abraçaram. "Salve Lyra" era o grito deles, tentando sorrir ao relembrar expressões que o cinegrafista costumava dizer.

Do NE10

PAULISTA - MÚSICA E LEMBRANÇAS NA DESPEDIDA DE ALEXANDRE SEVERO

"Ele gostava de tomar cerveja, gostava de comer farofa, gostava de torcer pelo Santa Cruz", lembra, cheia de orgulho, Rita Regina da Silva, mãe do fotógrafo Alexandre Severo, morto no acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) e outras cinco pessoas. Para a despedida de Severo, dona Rita tentou ver luz na saudade e realizou uma cerimônia com música e os amigos neste domingo (17), no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife.
Abraçada por todos, mostrava força ao sorrir lembrando do filho, mas não demorava a chorar a perda precoce. A um amigo, Rita confessou: "Não quero sentar agora, só quando isso acabar. Depois, quando eu sentar, vou chorar muito. O rostinho dele eu não vou ver nunca mais." Não eram poucos os que chegavam para transmitir palavras de força.
Aos parentes e amigos, ela contava histórias de Severo. Uma delas dizia respeito à pouca importância que o filho dava para passar suas roupas. Como não concordava com isso, Rita mandou Alexandre arrumar uma mulher que fizesse o serviço. A surpresa veio no dia em que esteve em São Paulo para reconhecer o corpo, esta semana. Recebeu do vizinho um saco de roupas que ele havia deixado na lavanderia para lavar e passar.
Os amigos de Severo misturavam-se aos do cinegrafista Marcelo Lyra, vítima do mesmo acidente velado na capela ao lado. Com o sepultamento de Lyra, por volta das 17h40, todos voltaram ao crematório onde estava o caixão com os restos mortais de Severo. A cerimônia, prevista para as 19h, foi adiantada, terminando às 18h40.
"Meu filho, tenho orgulho de você. Tua mãe", dizia uma das coroas de flores deixadas no cemitério.
As cinzas do fotógrafo serão entregues à família nesta segunda-feira (18) em uma urna biodegradável, a Árvore da Vida. A proposta é plantar uma árvore nela, perpetuando a lembrança através da nova vida cultivada.
O velório de Alexandre Severo começou na madrugada deste domingo, no Palácio do Campo das Princesas, junto com Eduardo Campos e o seu assessor de imprensa, Carlos Percol. Nesta manhã, dona Rita recebeu Estefani, um dos irmãos albinos fotografados pelo filho em ensaio que lhe rendeu prêmios na área a mudou a trajetória da família pelas consequências da sensibilidade do fotógrafo. Prometeu ajudar um dos meninos a realizar o sonho de seguir a profissão de Severo.

Do NE10

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