segunda-feira, 6 de outubro de 2014
ELEIÇÕES 2014 - SOCORRO PIMENTEL É ELEITA DEPUTADA ESTADUAL COM MAIS DE 40 MIL VOTOS
A candidata a
deputada estadual de Araripina, Dra. Socorro Pimentel, do PSL, conseguiu
se eleger com 42.101 votos. Esse foi o total de votos que a médica teve
no estado de Pernambuco, contra 38.030 da também candidata Roberta
Arraes do PSB, a qual não conseguiu se eleger. Em Araripina a médica foi
majoritária com 16.249 contra 14.691 de Roberta Arraes. A diferença na
soma dos votos do estado em prol de Socorro Pimentel foi de 4.071,
enquanto que no município de Araripina a diferença em prol da médica foi
de 1.558 votos.
PRESIDÊNCIA - DILMA E AÉCIO TROCAM FARPAS EM DISCURSO A MILITANTES APÓS DECISÃO DO 2º TURNO
Marcada por graves reviravoltas, a Eleição 2014 no Brasil para a
Presidência será decidida apenas no segundo turno entre a presidente
Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB). Após a confirmação,
os candidatos trocaram farpas durante discurso para militantes. O
segundo turno será realizado no dia 26 de outubro.
Com cerca de 43 milhões de votos (42% do total), Dilma iniciou o
discurso agradecendo aos aliados, ao vice Michel Temer - "incansável e
fervoroso militante" - e ao ex-presidente Lula. Já Aécio, que recebeu 34
milhões de votos (33%), lembrou o ex-governador Eduardo Campos, a quem
disse ser "um homem honrado, amigo".
Em Brasília, a presidente lembrou que a vitória no primeiro turno da
sucessão presidencial é a sétima na história do PT, contando as vitórias
de Lula e a sua nas eleições passadas. "A luta continua e será mais uma
vez vitoriosa porque é luta da maioria do povo", disse.
Ela afirmou que o povo não quer a volta de um "fantasma do passado",
ao se referir ao PSDB. Já em Belo Horizonte, Aécio afirmou que sua
passagem para o segundo turno foi "uma vitória da oposição". O tucano
acrescentou que "esse ciclo de governo tem que se encerrar em beneficio
do Brasil".
Em uma crítica clara ao PT, Aécio afirmou que sua candidatura
representa uma defesa da eficiência na gestão pública. Ele também
defendeu uma política feita com espírito público e correção.
Marina Silva sinalizou que deve apoiar Aécio Neves Foto: divulgação
Já Dilma declarou que os tucanos impuseram ao País "desemprego
massivo, arroxo salarial e jamais promoveram quando tiveram
oportunudiade políticas de inclusão social o povo brasileiro".
Ambos políticos colocaram-se à disposição para receber apoios
políticos no segundo turno, visando os eleitores da derrotada Marina
Silva (PSB), que obteve 21,3% dos votos válidos.
Marina Silva (PSB), entretanto, sinalizou que deve apoiar a
candidatura de Aécio Neves. Em entrevista coletiva, ela afirmou que os
brasileiros mostraram nas urnas discordarem dos rumos tomados pelo atual
governo. "Estaremos dialogando entre nós, da coligação, sobre o segundo
turno. Mas sabemos que o Brasil sinalizou, desde 2010, que claramente
não concorda com o que aí está", disse a ex-senadora.
Do NE10
ANÁLISE - PAULO CÂMARA DERROTA ARMANDO MONTEIRO, LULA E DILMA EM PERNAMBUCO
O candidato do PSB, Paulo Câmara, foi eleito neste domingo (5) o novo
governador de Pernambuco, derrotando o candidato do PTB e PT Armando
Monteiro Neto. Com a ajuda do governador Eduardo Campos, Paulo Câmara
bateu ainda o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, que estiveram no
guia eleitoral pedindo votos contra o socialista. Com 82,50% das urnas
apuradas, já é possível constatar a vitória do socialista.
Na primeira fase da campanha, as intenções de votos de Paulo Câmara
situavam-se em patamares baixos, cerca de 10%, na média, de acordo com
diversos institutos de pesquisa. O candidato Paulo Câmara, após a morte
do ex-governador Eduardo Campos, vivenciou um rápido e contínuo
crescimento, a ponto de ultrapassar seu principal oponente no início de
setembro e, desde então, manter-se sempre à frente.
Dois raios em um mesmo local
A vitória era dada como favas contadas pelos socialistas, desde 2010,
quando o ex-governador Eduardo Campos obteve a reeleição para o governo
do Estado, sobre o então rival Jarbas Vasconcelos (PMDB).
Antes mesmo de emplacar um aliado na capital pernambucana, em 2012, o
governador Eduardo Campos já estava empenhado pessoalmente em provar
que dois raios podem cair em um mesmo lugar. A reaproximação com senador
Jarbas Vasconcelos foi um dos passos mais importantes. A vaga de vice
na coligação, entregue ao deputado federal Raul Henry, foi acordada
nesta época.
Já de olho nas eleições nacionais deste ano, o ex-governador fechou
um acordo com o PMDB para a disputa da Prefeitura da Cidade do Recife,
não apenas com o objetivo de isolar mais ainda o PT no Recife, mas
também com o objetivo de contar com a ajuda de Jarbas no plano nacional,
atraindo o PMDB não alinhado ao governo Dilma.
Com base em pesquisas internas, Eduardo Campos apostava que o
pernambucano queria avançar nas conquistas acumuladas nos últimos anos.
De fato, havia uma percepção popular de que Eduardo Campos transformou o
Estado. Só faltava ungir o escolhido. Aliados históricos e cristãos
novos no PSB se apresentaram para a missão. O atual governador, João
Lyra, chegou a mudar de partido, do PDT para o PSB, para pleitear a
indicação.
O ex-secretário da Fazenda de Eduardo Campos, com passagem pela
Administração e Turismo, como uma espécie de curinga da gestão, foi
escolhido por ser jovem e não ter nada em seu currículo que o
desabonasse. Eduardo dizia que os movimentos de julho de 2013 eram a
confirmação de que a população almejava renovação, não apenas da gestão,
mas também dos quadros políticos. Em comum com Geraldo Júlio, Paulo
Câmara era um técnico sem experiência política tradicional.Os
adversários de Eduardo Campos acusavam-no de tentar maquiar o novo
coronelismo, criou um eufemismo para a estratégia e a chamou de nova
política.Para formar o próprio time e não correr o risco de ser traído,
investiria em técnicos. O objetivo seria eleger os afilhados e
permanecer no comando.
Na cabeça do ex-governador, a repetição da estratégia para conquista
do Recife pelo aliado socialista era possível em função do esgotamento
do ciclo do PT, especialmente depois das brigas internas do PT na
capital. Para se diferenciar, os socialistas adotaram desde sempre o
discurso de que não perderiam tempo com as rinhas políticas e fariam uma
gestão de resultados, agradando a classe média com a entrega de obras e
mais cuidados com a cidade.
O mantra da aposentadoria forçada das velhas raposas políticas era a
tradução desta estratégia eleitoral. No plano prático, os marqueteiros
dispunham de pesquisas mostrando que as pessoas queriam votar em alguém
indicado por Eduardo Campos, qualquer que fosse o nome. A escolha de
Paulo Câmara ‘envelheceria’, comparativamente, ainda mais o opositor
Armando Monteiro Neto.
Nesta altura do campeonato, Armando Monteiro Neto despontava nas
pesquisas com mais de 40% das intenções de voto. Eduardo Campos dizia
que, estabelecido os palanques, quem estava com quem na disputa
política, a situação seria outra.
O exemplo da tese socialista era a eleição municipal no Recife.
Eleito em 2010 no palanque de Eduardo Campos, o então candidato a
prefeito do PT no Recife em 2012, Humberto Costa, saiu nas frentes nas
pesquisas e tinha mais de 40% das intenções de voto. Boa parte desta
montanha de votos era recall. O então governador afirmava que pelo menos
metade do latifúndio era dele, uma vez que nos últimos anos o petista
havia disputado eleições em seu palanque. Quando as urnas foram
contadas, Humberto Costa acabou a eleição com 17% dos votos.
“Todos sabiam que quando Pernambuco começasse a descobrir as
diferenças iria estourar a bolha que levou o adversário a começar na
frente. Foi um sonho que durou três dias. O adversário na verdade só
esteve à frente das pesquisas no começo do jogo, quando estava jogando
sozinho e Pernambuco ainda não conhecia Paulo Câmara e, portanto, ainda
não tinha percebido o que cada candidatura significava. A campanha
tratou de colocar os pingos nos is”, avalia Waldemar Borges, líder do
governo do PSB na Assembleia Legislativa.
“Todos que não têm a cabeça presa à velha política previam essa
lógica. Paulo Câmara representa um projeto exitoso em execução no
Estado, tem a mais ampla e sólida base de apoio social e política, é
melhor preparado e bem sucedido e experiente em gestão pública e não
poderia perder para um adversário que não reúne nenhum desses
requisitos?”
No final de agosto, o publicitário Marcelo Teixeira, da empresa
Markplan, comentando o resultado do Ibope para o governo do Estado,
divulgado pela Globo e Estadão, já cantava a pedra em entrevista
exclusiva ao Blog de Jamildo. O levantamento mostrava uma evolução do
socialista Paulo Câmara e uma queda do petebista.
“O problema é que Armando Monteiro está no lugar errado. Ele não tem
perfil para ser candidato pelo PT”, avalia. Nos bastidores de uma
entrevista na CBN, Armando Monteiro chegou a comentar comigo que não era
o PT.
“Qualquer marqueteiro ou cientista político, por mais parcial que
seja, saberia que esta overdose de exposição do funeral do ex-governador
Eduardo Campos, inclusive transmitida ao vivo pelas TVs e rádios de
nosso Estado, iria antecipar o crescimento do Candidato do PSB”,
justificou, na época o deputado federal Silvio Costa, aliado de Armando
Monteiro Neto.
O marqueteiro Marcelo Teixeira antecipou outros motivos para
antecipar a derrota. “Como um acidente de avião, a queda de um candidato
nunca tem um fator isolado. É uma série de fatores. Paulo Câmara tem
mais estrutura de campanha, com mais candidatos proporcionais, tem uma
comunicação melhor, além de ser o nome do ex-candidato a presidente da
República Eduardo Campos. Depois da morte de Campos, agora Paulo Câmara é
o candidato de Marina e Aécio. De todos os governadores vivos, entre
outros motivos”, diz.
Ajuda de Geraldo Júlio
A bem avaliada gestão do prefeito Geraldo Júlio no Recife também
ajudou Paulo Câmara. Não por outro motivo, além de coordenador da
campanha, Geraldo Júlio foi escalado para desconstruir Armando Monteiro
Neto, sempre com os ataques mais duros. A ele coube também o papel de
colar em armando Monteiro a pecha de anti-Eduardo, visando elevar a sua
rejeição. “Vamos desmascará-lo”, dizia, logo no início da campanha,
quando o petebista sugeriu um pacto para que os cavaletes de propaganda
não fossem usados no Recife, para ajudar a mobilidade. Os socialistas
disseram que tratava-se de uma farsa, para esconder o palanque, para não
ter que mostrar o palanque.
Paulo Câmara se fez acompanhar do prefeito Geraldo Julio (PSB) porque
o Recife e a Região Metropolitana do Recife representam mais de 40% dos
votos do Estado. “Foi um erro estratégico de João Paulo ter, em 2012,
optado por não defender a reeleição de João da Costa. Com isto, o PSB se
fortaleceu no Recife”, relembrou o cientista Adriano Oliveira,
coordenador das pesquisas da Nassau, em artigo nesta semana.
Ajuda de Marina
Logo após a morte de Eduardo Campos, o candidato socialista também
foi ajudado pelo forte crescimento da candidata Marina Silva nas
pesquisas. Em vários momentos o voto foi apresentado de forma casada. A
primeira caminhada de Marina foi realizada em Casa Amarela, reduto dos
socialistas, além do lançamento da candidatura no Clube Internacional.
Quando Dilma recuperou-se e voltou a crescer, o adversário Armando
Monteiro Neto, do PTB, buscou associar sua imagem a petista, mas já era
tarde.
FBC e Petrolina
O companheiro de chapa Fernando Bezerra Coelho (PSB), o candidato da
Frente Popular ao Senado, foi escolhido a dedo por sua origem no São
Francisco e atuação no Sertão, com passagem pelo Ministério da
Integração de Dilma. Fernando Bezerra Coelho ressaltou que a votação
refletiu a confiança no avanço das transformações vivenciadas pelo
Estado nos últimos anos. “A receptividade por todos os bairros em que
passamos foi excelente. As pessoas identificam Paulo como o candidato
capaz de dar continuidade às obras de Eduardo Campos”, disse Fernando.
O PT chegou a levar Lula até a cidade de Petrolina, com a ajuda do
prefeito Julio Lossio (PMDB), para uma carreata e um comício com o
objetivo de deter o crescimento dos socialistas no Sertão, além de
manter as chances do candidato ao Senado João Paulo (PT).
Ataques
O discurso de que Paulo Câmara era despreparado não colava porque,
além de conhecer o Estado, como funcionário público, como secretário da
Fazenda teve oportunidade de ter experiência com as contas nacionais no
Confaz, Conselho Nacional de Política Fazendária.
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