NATAL - JAPÃO E GRÉCIA EMPATAM E CONTINUAM ARRISCADOS NO MUNDIAL
Outras duas equipes que precisavam vencer na segunda rodada, além de
Uruguai e Inglaterra, entraram em campo na tarde desta sexta-feira.
Japão e Grécia protagonizaram boa partida, repleta de momentos que
levantaram a torcida, mas sem gols. Com o empate na Arena das Dunas, em
Natal, as duas seleções se complicam ainda mais no Mundial, deixando a
situação favorável apenas para a Colômbia que venceu a Costa do Marfim
em sua segunda partida e já está classificada para as oitavas.
O domínio japonês ficou evidente desde o começo do jogo. Até os 10
minutos, os samurais tinham mais posse de bola e arriscavam mais, apesar
de que as duas boas chances de gol da partida, até então, tinham sido
dos gregos. O meio-campo Kone chegava com velocidade pelos espaços que
os japoneses deixavam pelas laterais e, em uma dessas investidas,
conseguiu arriscar de longe, mas Kawashima defendeu.
Enquanto isso, o Japão ia tocando a bola no meio-campo tentando
encontrar brechas na área grega, bem protegida pela disposição dos
jogadores. Chegados os 18 minutos, o Japão já tinha trocado 132 passes,
contra apenas 26 dos gregos. Com a defesa fechada, as jogadas ofensivas
da Grécia eram todas de contra-ataque.
Até os 30 minutos, os japoneses tinham 75% da posse de bola e seis
finalizações, contra apenas duas dos gregos. Mas faltava competência
para marcar. Principalmente nas jogadas de bola parada que nem mesmo
Honda conseguiu converter.
Quase no fim da primeira etapa, a situação da Grécia ficou ainda mais
complicada com a expulsão do capitão Katsouranis que levou o segundo
amarelo na partida. Mas o jogo não teve mudanças expressivas - os gregos
permaneceram recuados, aproveitando as deixas do ataque japonês que,
por sua vez, continuava a não acertar o gol.
No segundo tempo, o jogo foi quase o mesmo. Os japoneses voltaram
ainda investindo na troca de passes em busca de espaço, mas com mais
velocidade. Os gregos continuavam com uma postura mais defensiva,
aproveitando uma ou outra oportunidade de finalização.
Trabalho para os dois goleiros. Karnezis porque os japoneses
finalizavam mais. Do outro lado, Kawashima não precisou lidar com muitos
chutes a gol, mas os que recebia eram muito bem aplicados pelo ataque
grego. Aos 15 minutos, Gekas aproveitou um escanteio vindo da direita e
cabeceou. O goleiro precisou se esticar e, com dificuldade, evitou o
1x0.
Aos 22 minutos, Kgawa avançou pela direita e cruzou para Okubo, livre
dentro da área. O atacante bateu de primeira, na cara do gol e mandou
para fora a melhor chance que o Japão teve no segundo tempo. No restante
da partida, só investidas dos samurais que, mesmo encontrando o caminho
para o gol, não tiveram mira. Ficou mesmo no 0x0, situação favorável
apenas à Colômbia que já está classificada para as oitavas.
NE10


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