| O pedreiro José Barbosa Soares, 53 anos,
trabalha há mais de vinte anos construindo catacumbas nos dois
cemitérios de Afogados da Ingazeira. Para José, sepultura, caixão,
funeral e cemitério já fazem parte da sua rotina. Ele conta que não tem
medo de mortos. "Já cheguei a dormir várias vezes em cima de catacumbas e
nunca vi nada, acho que a gente deve ter medo de quem está vivo, esses
sim podem nos fazer algo de ruim, mas os mortos, acredito que não",
disse. |
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Discordando de José Barbosa, a zeladora
do Cemitério Parque da Saudade, Cícera Lima Teotônio, 58 anos, disse que
já viu coisas de arrepiar. Dona Cícera que é esposa de um ex-coveiro,
conta que um dia estava 'zelando' uma carneirinha, quando de repente
ouviu choros de um bebê. Assutada ela olhou para o lado e viu a cruz de
um recé-nascido, que havia morrido, mas segundo a aposentada, estava
ainda 'pagão', ou seja, sem ter sido batizado.
Dona Cícera falou que foi a carneirinha no outro dia, acendeu umas
velinhas e batizou o 'anjinho'. Depois disso, nunca mais o ouviu chorar.
Já o esposo de dona Cícera, o aposentado Antonio Teotônio, relata que
quando trabalhou de coveiro no mesmo cemitério (Parque da Saudade),
chegou a ver também coisas espantosas.
Antonio lembra que um dia estava limpando uma cova, e quando levantou a
cabeça se deparou com uma mulher a sua frente. Depois de alguns minutos
olhando para ele, ela sumiu subitamente sem que ele visse a sua direção.
Após a visão, seu Antonio largou a enxada e sapecou os pés pra casa com
os cabelos arrepiados. Assim como dona Cícera e seu Antonio, muitas
pessoas que prestam serviço em cemitérios relatam coisas misteriosas,
estranhas e sem explicação. |
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